O jornalista e escritor Luís Osório revela histórias nunca contadas da politica e da sociedade portuguesas.
O livro Ficheiros Secretos, publicado pela Contraponto a 6 de maio, inclui episódios desconhecidos, recupera ficheiros que pertenciam à categoria do que nunca se soube e desvenda acontecimentos guardados no fundo do baú.

Ficheiros Secretos é uma excelente forma de definir o país que somos – um Portugal feito de personagens, desencontros e paradoxos. O livro está recheado de histórias muito interessantes e até agora desconhecidas, e que abarcam personalidades da política, como Mário Soares, Álvaro Cunhal, Cavaco Silva, António Guterres, Ramalho Eanes, Jorge Sampaio ou Freitas do Amaral , e muitas das grandes figuras da cultura e da sociedade portuguesas, como José Saramago, António Lobo Antunes e Amália Rodrigues, entre outras.
Este livro de Luís Osório permite conhecer o último encontro entre Cunhal e Soares antes do 25 de Abril – o que discutiram e o que ficou acordado. A história nunca contada do ataque que estava planeado às sedes do PCP se Freitas do Amaral tivesse vencido as presidenciais de 86. Que Maria Barroso votou contra a fundação do PS. Ou que Alberto João Jardim cantou para Salazar. E que o homem que Vasco Gonçalves mais amou era um salazarista fanático. Conhecer o sobrinho do ditador que vive casto em memória do tio e as mulheres que no Vimieiro se lembram de lhe lavar os pés. Ficar a saber o que se passou no dia em que Pinto Balsemão esperou por Isabel do Carmo com uma pistola em cima da mesa.
A leitura de Ficheiros Secretos explica como a morte do pequeno Chico, irmão de José Saramago, determinou a vida do escritor . Ou como a morte do amor da vida de Siza Vieira lhe definiu o destino. Saber como foi o dia em que o pai de Manoel de Oliveira, no leito da morte, quis que ele conhecesse dois irmãos de uma relação bastarda . Conhecer a solidão de Amália Rodrigues e ficar a saber que, ao contrário do que se dizia, detestava vinho. Reviver a noite em que Fernando Carvalho Rodrigues se fez passar por Pavarotti. E conhecer a extraordinária história do último leproso português e da tenebrosa leprosaria construída pelo Estado Novo.

