Armazém 8

Toscano e Barretto

Duas figuras maiores do jazz em Portugal, duas gerações reunidas em torno dos standards do Jazz universal com uma roupagem e releitura diferentes. O veterano Barretto fornece   a pulsação grave e swingante sobre a qual o jovem consagrado Toscano explora as suas ideias plenas de frescura e actualidade.
CARLOS BARRETTO
Quando se fala de jazz em Portugal, o nome de Carlos Barretto (CB) é uma referência de mérito incontornável.  A crescente internacionalização da sua actividade artística tem levado a sua música a muitos destinos, tanto na Europa como no resto do mundo, sempre com rasgados elogios por parte da crítica especializada.
Após concluir o curso do Conservatório Nacional de Música de Lisboa, CB residiu em Viena de Áustria (1980-1982) a fim de se especializar na música erudita, estudando com Ludwig Streischer, um dos grandes mestres mundiais do contrabaixo.
Decide então dedicar a sua carreira profissional à música improvisada, residindo em Paris (1984-1993), cidade a partir da qual teve a oportunidade de trabalhar com grandes nomes do jazz, actuando nos mais prestigiados festivais por toda a França, Alemanha, Suiça, Bélgica e Holanda, entre outros.
De regresso a Portugal em 1993, iniciou os seus projectos como líder e compositor, tendo gravado 9 cd’s em nome próprio e colaborado em mais de vinte obras de músicos como Bernardo Sassetti, Carlos Martins, Bob Sands, Georges Cables, Mário Delgado (v. colaborações). Nas suas actuações, é notória a evolução estética da sua música, desde o neo-bop até ao jazz europeu contemporâneo.
Actualmente trabalha em vários projectos: Carlos Barretto Lokomotiv (com Mário Delgado e José Salgueiro), LST (Lisboa String trio), Guitolão (com António Eustáquio), Carlos Martins quarteto, Carlos Barretto Solo pictórico e “No precipício era o verbo” projecto multidisciplinar que une a poesia com a música, contando com os diseurs André Gago, António de Castro Caeiro e José Anjos.
Trabalhou com:
Lee Konitz, Steve Grossman, Gary Bartz, Steve Lacy, Steve Potts, Brad Mehldau, Tony Scott, Glenn Ferris, John Stubblefield, Art Farmer, Jack Walrath, Louis Sclavis, François Corneloup, Perico Sambeat, Roman Filliu, Gilad Atzmon, Carlos Bechegas, Rodrigo Amado, Marlon Jordan, Gerard Presencer, François Théberge, Bob Sands, Jorge Pardo, Andrej Olejnizack, Ricardo Toscano, João Moreira, Carlos Martins, Alípio Neto, Carlos Zíngaro, Mal Waldron, Horace Parlan, Georges Cables, Kirk Lightsey, Alain Jean-Marie, Bernardo Sassetti, Richard Galliano, Mariano Diaz, Fabio Mianno, Abe Rabade, German Kucich, Horácio Icasto, Júlio Resende, Mário Laginha, Barry Altschul, George Brown, Cindy Blackman, Joe Chambers, Jordi Rossy, Aldo Romano, Don Moye, Carlos Carli, Marc Miralta, Daniel Garcia, Guillermo Mcguill, Mário Barreiros, Markku Ounaskari, Ethan Winogrand, Juan Mas Barroso, Joel Silva, Karl Berger, John Betsch, Gary Burton, entre outros.
Actuou em:
Portugal, Espanha, França, Itália, Suiça, Grécia, Roménia, Moldávia, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Holanda, Áustria, Hungria, Andorra, Luxemburgo, Finlândia, Polónia, Eslovénia, Estónia, Marrocos, Tunísia, Senegal, Cabo Verde, Angola, Venezuela, Argentina, Qatar, China e Macau.

RICARDO TOSCANO

Natural de Lisboa (1993) mas criado na margem sul do Tejo (Amora/Seixal), teve ligação com a música desde muito cedo por intermédio do pai, que também é musico.

Começou a aprender clarinete aos 8 anos na filarmónica local (Amora), entrando aos 13 para o Conservatório Nacional na classe de Clarinete, onde estudou dois anos; aos 15 ingressou na Escola Profissional Metropolitana, na classe de Clarinete dos professores Jorge Camacho, Nuno Gonçalves e João Ramos.

Aos 16 começou as suas aulas na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas, na classe de Saxofone de Desidério Lázaro, com quem estudou dois anos. Aos 17 entrou para a Escola Superior de Música de Lisboa no regime de sobre-dotado, onde ainda permanece.

Já teve aulas/masterclasses com Danilo Perez, Wynton Marsalis, Greg Osby, João Moreira, Pedro Moreira, Miguel Zenon, Aaron Goldberg, Kurt Rosenwinkel, Joe Lovano, Ben Street, George Garzone, Terence Blanchard e muitos outros…

Em 2011 formou o Ricardo Toscano 4teto (com André Santos, João Hasselberg e João Pereira), tendo ganho a 25ª edição do Prémio Jovens Músicos na categoria de Jazz. No mesmo ano teve, também, o privilégio de participar no disco “Os fados e as canções do Alvim” do grande mestre Fernando Alvim, tendo colaborado com artistas como Fafá de Belém, Carlos do Carmo, Camané, Rui Veloso, Carminho, Amélia Muge, Cristina Branco e outros.

Reconhecido na cena do jazz nacional, tem tocando com muitos dos nomes mais marcantes, como Mário Laginha, Mário Barreiros, Carlos Barretto, João Paulo Esteves da Silva, João Moreira, Nelson Cascais, Paula Oliveira, Bruno Santos, Afonso Pais, André Sousa Machado, Mário Delgado, Alexandre Frazão, André Fernandes, José Salgueiro, Júlio Resende, Bruno Pedroso, etc. E, ainda na área da música popular, com Paulo de Carvalho, António Chainho,
Carlos Manuel Proença, Rão Kyao etc.

Em 2013 formou o seu actual 4teto – com João Pedro Coelho, Romeu Tristão e João Pereira – tendo actuado em festivais/palcos de grande relevo como, por exemplo, AngraJazz, Estoril Jazz, Casa da Música, Funchal Jazz, PortalegreJazzFest etc.

Actualmente integra também o Sexteto de Jazz de Lisboa, Nelson Cascais Decateto, Septeto do Hot Clube de Portugal, Carlos Barretto Lokomotiv, Quarteto Mário Barreiros, etc.. Integra também o corpo docente da Escola de Jazz Luiz Villas- Boas e da Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa. A sua discografia inclui muitas participações em gravações na área do jazz e outras.

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